As fortes chuvas que atingiram Cáceres no dia 24 de fevereiro de 2026 causaram alagamentos e transtornos em diversos bairros da cidade. Moradores relatam prejuízos e dificuldades de mobilidade, especialmente em vias sem pavimentação asfáltica.
De acordo com o líder comunitário Marcelo Renato, um dos principais fatores para os alagamentos é a falta de manutenção preventiva na infraestrutura urbana.
“Não dá para entender tanta demora para limpar os sangradouros da cidade. A falta de limpeza periódica é um dos fatores principais para a ocorrência de alagamentos. Outro problema crônico ocorre nas vias sem asfalto: estão colocando terra ao invés de cascalho. Quando chove, as ruas ficam intransitáveis e viram um lamaçal.”
Protocolos e Solicitações Oficiais
Segundo Marcelo Renato, diversos ofícios já foram encaminhados pela Associação de Moradores solicitando manutenção adequada das vias, com a ressalva de que o material utilizado deve ser cascalho de qualidade, e não apenas terra.
No dia 11 de fevereiro de 2026, foi registrado o protocolo nº 4595/2026, reforçando o pedido de melhorias estruturais nas ruas do bairro, além da solicitação formal para elaboração de projeto de pavimentação asfáltica.
“Esses paliativos não podem ser a máxima do município. Servem apenas como medida temporária enquanto o projeto de asfalto não é executado”, destacou.
Impacto Econômico e Social
O bairro Jardim União abriga mais de 400 residências, além de diversos estabelecimentos comerciais, como revendedora de ração, mercearias, distribuidora de bebidas, salão de beleza, espaço para locação de eventos e imóveis para aluguel.
A comunidade argumenta que a precariedade das vias impacta diretamente a economia local e a qualidade de vida dos moradores.
“Os impostos são recolhidos e precisam retornar em forma de serviços públicos de qualidade. O bairro é um cartão postal de Cáceres, por estar localizado às margens da BR-070, sendo vitrine da cidade para quem passa pela Princesinha do Rio Paraguai”, afirmou Marcelo Renato.
Pedido por Ações Estruturais
A comunidade reforça a necessidade de ações estruturais permanentes, como limpeza periódica dos canais de drenagem, manutenção adequada das vias e implantação de pavimentação asfáltica, visando reduzir os impactos das chuvas e oferecer mais segurança e mobilidade à população.

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