Após denúncia de líder comunitário, Sistema Penitenciário e Águas do Pantanal põem fim ao esgoto a céu aberto em Cáceres
Por Sinézio Alcântara – Expressão Notícias
Os moradores dos bairros Aroldo Fanaia, Guanabara e Nova Era respiram, literalmente, mais aliviados. Depois de muito tempo, o esgoto que corria a céu aberto pela avenida São Luiz — causando estragos na via pública, doenças e um odor insuportável — finalmente deixou de existir.
Denúncia levou à solução do problema
A mudança aconteceu após uma denúncia feita à Ouvidoria do Estado de Mato Grosso pelo líder comunitário e presidente do bairro Jardim União, Marcelo Renato de Souza.
No relato, Marcelo informou que o transtorno seria causado por um vazamento na fossa da cadeia pública do município.
De posse das informações, a Ouvidoria do Estado encaminhou o caso à Ouvidoria Especializada do Sistema Penitenciário de Mato Grosso, que acionou a direção da Cadeia Pública de Cáceres para realizar os reparos necessários.
Reparos e ações conjuntas
Em ofício encaminhado ao denunciante Marcelo Renato, o superintendente Regional Oeste do Sistema Penitenciário, Kener Ricardo Barbosa, informou que os canais de esgoto ficam fora da unidade prisional, mas que os reparos foram realizados.
Com apoio da Autarquia Águas do Pantanal, uma equipe de recuperandos fabricou duas tampas de concreto para cobrir os canais após a limpeza feita pela autarquia.
Além disso, uma terceira tampa, localizada a cerca de 1 mil metro do presídio, também foi substituída, resolvendo completamente o problema.
Fim do esgoto a céu aberto
De acordo com o superintendente, a Autarquia Águas do Pantanal se comprometeu com os reparos e executou todo o serviço.
Hoje, o esgoto a céu aberto não existe mais, trazendo alívio e segurança para os moradores da região.
Reconhecimento e agradecimento
“Temos que agradecer ao governo do Estado, mas principalmente aos moradores dos bairros, ao presidente da UCAM, Dener Antônio da Silva, que muito lutou por isso, e a todos que ajudaram a denunciar e acabar com essa vergonha”,
afirmou Marcelo Renato.
Ele ressaltou ainda que o problema existia há muito tempo, e que a prefeitura nunca resolveu, alegando que a responsabilidade era do governo estadual.
“O caso já era de saúde pública. Os moradores e comerciantes da região não suportavam mais a podridão do esgoto a céu aberto.
Várias pessoas, principalmente crianças, que tinham contato direto com o esgoto, estavam adoecendo.
Era uma situação lamentável”, concluiu Marcelo.


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